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PGR propõe punição a policiais que não usarem câmeras corporais
devidamente
A proposta foi feita ao Ministério de Segurança Público e
Trabalho
A Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou ao Ministério
da Justiça e Segurança Pública (MPF) uma recomendação que sugere uma punição
aos policiais que não usarem as câmeras corporais nas fardas. A PRG defende que
o uso das câmeras deve ser um critério obrigatório.
“O uso indevido das câmeras sem a devida sanção dificilmente
acarretará a efetividade de sua implementação”, alerta o Ministério Público
Federal.
No documento, o MPF argumenta que a utilização das câmeras de
forma obrigatória, “seria uma medida eficaz para a redução da letalidade
policial e para a transparência e prevenção da corrupção e recomenda-se que
essa modalidade seja a única cabível, sobretudo em caso de policiamento
ostensivo", diz o texto.
O período do armazenamento dos registros das câmeras também
entrou em pauta. Rascunhos apontam um intervalo de 90 dias, porém o MPF alega a
ampliação do prazo sob a justificativa de que, em caso de investigações em
curso, ele deve corresponder, no mínimo, à duração do inquérito e eventual processo
judicial. Há uma proposta para que esse intervalo seja de cinco anos em
ocorrências com resultado morte e lesão corporal grave.
O Ministério está vivenciando uma mudança de direção. Flávio
Dino deixará o comando da pasta para assumir uma cadeira no Supremo Tribunal
Federal. Ele será substituído por Ricardo Lewandowski, que será o responsável
por analisar as recomendações enviadas pela PGR.